Menu

sexta, 15 de novembro de 2019

Os incêndios florestais no Ártico são tão grandes que podem ser vistos do espaço

AQUECIMENTO GLOBAL

Na data da matéria, registravam-se mais de 100 incêndios em florestas do Ártico.

by MANOELA Z. BRUSCATTO
27 DE JULHO DE 2019

O verão excepcionalmente quente e seco que está ocorrendo este ano no hemisfério norte desencadeou uma série de incêndios florestais em regiões frias, como o Ártico. A magnitude do desastre natural é visível do espaço, como pode ser visto em várias imagens de satélite transmitidas esta semana.

Os satélites da NASA capturaram as enormes faixas de chamas e fumaça que devastam várias áreas da Groenlândia, Alasca, Canadá ou Sibéria. Na Rússia, os incêndios foram declarados em 11 regiões da Sibéria, afetando pelo menos 845.000 hectares, segundo a mídia local.

Da mesma forma, a vasta nuvem de fumaça que atravessa grande parte da Rússia, Alasca e Canadá dos numerosos incêndios no Ártico pode ser vista em outra imagem tirada pelo Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS) da Agência Espacial Européia (ESA).

Rússia manda Exército para combater incêndios em quase 2 milhões de acres de florestas.

Pelo menos 100 incêndios florestais foram registrados no início de junho no círculo ártico. Embora os incêndios nas áreas do Ártico não sejam um fenômeno incomum, nos últimos anos, estes aumentaram devido ao aquecimento global.

Os especialistas da Organização Meteorológica Mundial definem a situação atual como um evento “sem precedentes”. De acordo com a agência, só em junho deste ano, os incêndios no Círculo Ártico emitiram 50 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera, o equivalente a emissões em um ano na Suécia.

Ondas de calor este ano foram uma das causas dos incêndios florestais. Junho passado foi o mês mais quente já registrado nos últimos 139 anos. As temperaturas dos primeiros seis meses do ano foram 1,4 graus Celsius acima da temperatura média registrada no final do século 19, de acordo com dados da NASA.

Comentários