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tera, 12 de novembro de 2019

Aqui Wilson Côelho: Um abraço no Theatro Carlos Gomes, marco da história cultural e arquitetônica do ES

Um marco da história cultural e arquitetônica do Espírito Santo, o Theatro Carlos Gomes abriga uma parte significativa da memória coletiva do povo capixaba. Entre suas paredes estão guardadas lembranças dos dias de resplendor das artes cênicas do nosso Estado.

Construído pelo arquiteto André Carloni no coração da cidade de Vitória – a Praça Costa Pereira – entre os anos de 1925 e 1927, o edifício possui quatrocentos e oitenta e cinco lugares, em sua plateia, e mais três andares que abrigam também os camarotes. Um exemplo de arquitetura eclética, o edifício foi erguido utilizando concreto armado, técnica moderna e inovadora para a década de 20.

Quando André Carloni (à direita) idealizou a construção do teatro o estado do Espírito Santo vivia um momento de desenvolvimento econômico e social que exigiam um espaço público de entretenimento para os momentos de lazer e interação social da sociedade emergente.

Como todo prédio histórico, marco da memória local, Theatro Carlos Gomes presenciou, em seus quase 100 anos de existência, o apogeu e declínio da economia cafeeira e o surgimento de uma cidade baseada nas grandes indústrias, instaladas em seu entorno.

Em seu palco, inaugurado com apresentações do cinema mudo, o Teatro Carlos Gomes recebeu as grandes companhias de teatro surgidas por todo o Brasil e os grandes nomes da dramaturgia, música e dança nacional. Formou grandes talentos e cativou um público que reconhece o valor da sua história.
Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura e inscrito no Livro do Tombo Histórico, sob o número 27, no ano de 1983, o Theatro é reconhecido como patrimônio histórico e cultural dos Capixabas.
O que isso significa?

Que como representante da nossa cultura e memória deve ser preservado para as futuras gerações.
Infelizmente não é o que observamos nos últimos anos em que o edifício se mantém fechado, com limitado acesso à população Capixaba que se vê alijada de um espaço de entretenimento e educação social e cultural.

No mundo de violência e isolamento social aparelhos culturais, como o Teatro Carlos Gomes, representam espaços de socialização, educação complementar ao ensino regular, desenvolvimento de novos talentos e consolidação de artistas locais e nacionais.

Cada dia que o Theatro se mantém fechado representa a degradação do próprio Edifício histórico e o empobrecimento artístico e cultural da sociedade que o cerca.

A necessidade de ocupação e a exigência de atitudes assertivas do poder público, proprietário do imóvel, estão intimamente ligadas à busca por uma comunidade empoderada e ciente dos espaços de entretenimento, resistência e formação social.

Vamos tomar posse do que nos pertence! *Restaurar e reabrir. Nada a menos para o TCG!*

Serviço:

Um Abraço no Theatro Carlos Gomes

Sábado, 19 de outubro.

Horário: 9 horas.

Nota do Editor Chefão:

Portal Don Oleari e TV Rádio Clube da Boa Música – no iutiubi – também assinam o manifesto, ainda que inferneticamente (Oswaldo Oleari ou Oleare).

Manifesto assinado por:

CUCA – Associação Cultural Capixaba;
Organização Social do Centro Histórico de Vitória;
Empório Capixaba;
Amacentro – Associação de Moradores do Centro de Vitória;
DalizaConta;
Coletivo Nizia;
Empoetem-se;
Editora Pedregulho;
Círculo Palmarino;
Grupo Z de Teatro;
Sindipúblicos;
Sindijornalistas;

Wilson Côelho

escritor, tadutor, teatrólogo

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