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quarta, 28 de outubro de 2020

Mortuus est, de Anne Mahin / Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado

– “Era poeta
e tinha fome.
Escreveu um poema
e alimentou a alma”

 

A sugestão partiu do Poderoso Chefão, e é ele afinal quem paga meu salário…

E foi assim que, por dever de oficio, ao tomar conhecimento da obra de Anne Mahin, bati três vezes no peito, pedindo a mim mesmo perdão pelo até então desconhecimento do trabalho dessa mineira de Cambuquira/MG, uma sensível intelectual com criação poética recebida com admiração aqui e além fronteiras, publicados seus poemas também em inglês e em francês.

Lendo Anne Mahin, entendi os motivos da excelente repercussão de seu trabalho em Portugal:

– um dos seus poemas, pela forma e conteúdo, poderia ter a assinatura de Floberla Espanca (à esquerda). um dos nomes mais cultuados na história da arte lusitana.

(Leia e confirme “Mortuus est”, ao final da coluna, poema selecionado para este sábado.)

Anne Mahin, que trocou ainda jovem as águas medicinais de sua terra natal – Cambuquira, estância hidromineral do sul de Minas Gerais – pelas águas azuis de Guarapari, vencedora de dois concursos nacionais de poesia, possui formação acadêmica em Letras com especialização em Literatura, tendo cursado Pedagogia, um embasamento intelectual presente em toda sua obra.

Como a vida corre ao lado, a poeta mineira-capixaba é profissionalmente Analista II do Poder Judiciário.

“O que se esconde do Sol” e “Asas do Silêncio” são dois de seus livros de poemas mais difundidos.

Rubens Pontes
Capim Branco, MG

Jornalista,

Mortuus est

Anne Mahin

Onde está meu coração,
em qual lugar o deixei?
Em que canto o esqueci?
Não faço ideia, não sei.

Eu o procuro ansiosa!
Quem saberá me dizer?
Dentro de mim não está,
pois já não o sinto bater.

Talvez tenha ido embora,
talvez o tenham roubado…
Não te iludas – diz meu peito –
ele já morto, enterrado.
Anne MahinMortuus est

Onde está meu coração,
em qual lugar o deixei?
Em que canto o esqueci?
Não faço ideia, não sei.

Eu o procuro ansiosa!
Quem saberá me dizer?
Dentro de mim não está,
pois já não o sinto bater.

Talvez tenha ido embora,
talvez o tenham roubado…
Não te iludas – diz meu peito –
ele jaz morto, enterrado.

 

Anne Mahin no feissibuqui:

file:///C:/Users/User/Downloads/anne%20mahin,%20p%C3%A1gina%20no%20facebook.htm

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