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segunda, 13 de julho de 2020

Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós, de Jurandir, Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho – Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado

 

 

 

CARNAVAL: NENHUMA DATA É TÃO ESPERADA NO BRASIL, INCLUINDO A INDEPENDÊNCIA E O NATAL!

 

Já se adotou, neste nosso Brasil varonil, o lema de que as coisas só acontecem prá valer depois do Carnaval.

Até lá, como ainda neste  ano que mal começa, a preocupação é com que samba enredo vai desfilar a Portela, qual o motivo inspirador do desfile da Mangueira, e em São Paulo, que ganha cada vez mais projeção no cenário carnavalesco brasileiro, Os Gaviões da Fiel, afinal, levantam a taça de campeões ou a Vai Vai ganha novamente o troféu?

As pessoas da minha geração conviveram de maneira mais intimista com cordões e ranchos, com os corsos onde desfilavam carros conversíveis dos ricaços, ligados uns aos outros por uma rede de serpentina… Pequenos blocos, quase sempre caricatos, levavam alegria às sedes de clubes que os recebiam como anfitriões….

As marchinhas de Carnaval surgiram no Século XIX, marcando a participação dos foliões fantasiados para cantar “Ô abre alas”, de Chiquinha Gonzaga, à direita. (veja vídeo no final da coluna).

Mas foi lá pelos idos de 1910 que o samba passou a imperar, com “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro Almeida (à esquerda), passando o ritmo, desde então, a ser o representante musical do Carnaval brasileiro (veja vídeo).

A história do Carnaval, como hoje é comemorado, teve início na década de 1920, com as escolas de samba e a primeira delas, a “Deixa Falar”, fundada em 1928 e criada por Ismael Silva, Bide, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, entre outros, o “Deixa Falar”, deu origem à atual escola Estácio de Sá.

Outra escola de samba pioneira foi a “Vai como Pode”, atual Portela.

As marchinhas passaram a conviver com o samba a partir da década de 1930. Uma das mais famosas foi “Teu cabelo não nega””, de Lamartine Babo (à esquerda) e os Irmãos Valença (à direita). Veja vídeo.

Finalmente, o grande palco para os grandes desfiles das escolas de samba foi inaugurado em 1984, com a criação no Rio de Janeiro da Passarela do Samba, o Sambódromo, desenho arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer.

A partir de então, as maiores campeãs dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro são a Portela (22 títulos) e a Mangueira (20 títulos).

Em São Paulo, as maiores campeãs são a Vai-Vai (15 títulos) e a Nenêde Vila Matilde (11 títulos).

Nesta semana que antecede os chamados “folguedos de Momo”, o Portal Don Oleari rende suas homenagens aos grandes  compositores brasileiros que, com seus sambas-enredo, continuam transmitindo momentos de magia e alegria nos grandes desfiles do Carnaval, vistos em todo país e no exterior via imagens da televisão.

A Coluna se ajusta a esse propósito selecionando, entre dezenas de composições que ditam o compasso dos desfiles carnavalescos, um poema musical que se insere entre as imortais criações dos cancioneiros do Carnaval brasileiro.

Sua letra é uma instigante apoteose que, produzida em 1989, numa homenagem ao grande compositor mineiro Ary Barroso, ganha atualidade, numa espécie de premunição do que viria  30  anos mais tarde…

Seus versos compõem o nosso Poema deste Sábado. LIBERDADE, LIBRDADE! ABRE AS ASAS SOBRE NÓS, composição de Jurandir, Miltinho Tristeza, Pedro Joia e Vicentinho.

Rubens Pontes

Capim Branco. MG.

jornalista

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval-no-brasil.htm.

Créditos do Portal aos registros de Daniel Neves e Tales dos Santos Pinto, “História do Carnaval no Brasil”; Brasil Escola.

Linki acima.

Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós

Jurandir, Niltinho Tristeza, Preto Jóia,Vicentinho

Samba-Enredo 1989

Liberdade, liberdade!
Abra as asas sobre nós (bis)
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz

Vem, vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico, incoerente
Era fidalguia
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí

Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu de cultura o Brasil
A música encanta e o povo canta assim
Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro, dançou, comemorou o fim da sina
Na noite quinze reluzente
Com a bravura, finalmente
O marechal que proclamou
Foi presidente

Composição: Jurandir / Niltinho Tristeza / Preto Jóia / Vicentinho (foto à direita).

G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense (vídeo 1)

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