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quarta, 30 de setembro de 2020

Aqui Rubens Pontes – Meu poema de sábado / Páscoa, de Cecília Meireles

Do Editor: por motivos de ordem técnica, esta coluna sai nesta sexta-feira, 17/4/2020.

 

A Páscoa e a coluna

Um  momento em  que os que lutam  pela  paz, como os homens de boa vontade, (e aí nos incluímos, o Poderoso Chefão  e  os colaborasdores deste  Portal) de ensarilhar as armas, que amanhã celebraremos a festa da vida, quando são referenciados a Última Ceia, a prisão,  o julgamento, a condenação, a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo.

É assim, no Domingo da Páscoa, que somos convidados à nossa própria ressurreição.

Homens da paz  e  mesmo homens  da guerra  falam o que devíamos ouvir, mas muitas vezes fazemos ouvidos moucos..

O Papa Francisco  concita a nos “fixarmos nos braços abertos de Cristo crucificado, deixando-nos salvar sempre de novo”.

Em mensagem Urbi et Orbi, o condutor  da Igreja Católica explicita:

– “Nós, crentes de todas denominações cristãs, celebramos juntos a Páscoa.

Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-se até a humilhação da cruz.

Hoje  podemos proclamar:

– Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a  vida pelas suas  ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho.

Jesus Cristo e sua ressurreição libertou-nos do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para  a vida eterna“.

Lutero, na Oração Geral da Igreja Luterana,  pede que os muros sejam derrubados:

– “Intercedamos, nosso Deus, pelas pessoas que sofrem neste mundo, para que a Mensagem Pascal arranque do nosso meio a ânsia de poder e sede de riqueza, o desprezo por quem é diferente, os muros que dividem, a fim de que aconteçam a inclusão, respeito, apoio, transformação”.

Páscoa, segundo outros

No Candomblé não há Páscoa, mas se proclama:

– “Que na Páscoa, (e depois dela) cristãos, católicos, evangelistas, judeus, ateus, agnósticos, muçulmanos, candomblecistas, umbandistas e todos os demais religiosos removam suas concepções religiosas e não religiosas e renovem suas concepções na busca de re inventarem a paz!”

A Umbanda lembra a Sexta-Feira Santa – ou Sexta Feira da Paixão – como o Dia do Amor Pleno, da Renovação, da Plenitude, da Fé e do Perdão Vivo e Manifestado Plenamente.

Jesus Cristo, ou em seu sincretismo Pai Oxalá, que representa energicamente a atmosfera  dos céus, apenas ressurgiu em espírito  para  consolar seus irmãos e lhes falar sobre suas missões, além de lhes mostrar que  a vida é eterna;  apenas o que muda são as roupagens que vestimos e onde as vestimos.

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas acata os preceitos do Evangelho de Jesus, guia e modelo que Deus nos concedeu. A Páscoa representa a vitória da vida sobre a morte, e a  vida só pode ser definida pelo amor e o  amor pela vida

–  “Foi por isso que Jesus de Nazaré veio ao Mundo, para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.”

Para celebrar a Páscoa, o Dalai Lama encaminhou aos seus seguidores uma Mensagem:

– É tempo de mudar.

O que me surpreende na humanidade são os Homens. Porque perdem a saúde para juntar  dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro.

E vivem como se nunca  fossem morrer. E morrem, como se nunca tivessem vivido”.

Os muçulmanos consideram Jesus um profeta. Não celebram a Páscoa como representação da crucificação e ressurreição de Cristo. Para o islamismo, um profeta é um ser sagrado com a  missão de trazer a palavra de Deus e, por isso, nunca poderia ser crucificado. Assim, a Páscoa, para os muçulmanos, tem o sentido da renovação da fé,  mas não do sacrifício de Jesus.

Se o Portal se irmana a todos os segmentos que professam sentimento de fé, o colunista se deteve,  perplexo,  com  pronunciamentos surpreendentes –  não de um grande líder religioso,   mas de um homem para quem as batalhas  travadas em guerras sem fim seriam conquistas mais importantes do que ajoelhar-se para rezar.

Napoleão Bonaparte abriu alma e coração para uma  profissão de fé que deveria ser inserida como capítulos da história da missão de Jesus Cristo entre nós. 

E, finalmente, Cecília Meireles assina o poema selecionado: Páscoa.

Rubens Pontes é jornalista

Capim Branco, MG

 

Páscoa…

Cecília Meireles

“É mudar,
É partilhar,
É ter esperança,
É lutar e vencer.

É refletir,
É superar sofrimentos,
É dizer sim ao amor e à vida.

É investir na paz.
É lutar por um mundo melhor.
É ajudar a mais gente a ser gente.
É viver em constante libertação.
É crer que a vida supera a morte.
É conquista diária.
É encontro.
É passagem para um novo mundo!”

Impérios, segundo Napoleão

Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas à base de que firmamos as criações do nosso gênio? À base da força. Só Jesus Cristo fundou seu reino à base do amor, e até hoje milhões de homens morreriam por ele (Napoleão Bonaparte).

Napoleão e Cristo

Eu conheço os homens; e eu lhes afirmo que Jesus Cristo não é um homem. Mentes superficiais veem uma semelhança entre Cristo e os fundadores de impérios, e também os deuses de outras religiões. Essa semelhança não existe. Entre o cristianismo e qualquer outra religião existe uma distância infinita…

Entre Ele e qualquer outra pessoa no mundo não existe termo de comparação. Ele é um ser que verdadeiramente existe por Si próprio. Suas ideias e sentimentos, a verdade que Ele anuncia, Sua maneira de convencer as pessoas, nada disso se explica pela organização humana nem pela natureza das coisas…

Quanto mais eu me aproximo, quanto mais cuidadosamente eu examino, e eis que tudo está acima de mim — tudo permanece imponente, tendo um esplendor avassalador. Sua religião é uma revelação vinda de uma inteligência que certamente não é humana…

Só nEle, e absolutamente em mais ninguém, é possível encontrar a imitação ou o exemplo de Sua vida… Na história busco em vão encontrar alguém semelhante a Jesus Cristo, ou algo que possa se aproximar do evangelho. Nem a história, nem a humanidade, nem as eras, nem a natureza me oferecem algo com que eu possa comparar ou explicar o evangelho. Aqui todas as coisas são extraordinárias.

Napoleão Bonaparte

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