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sexta, 27 de novembro de 2020

Jair Amorim, compositor, locutor: de Santa Leopoldina para o sucesso em todo o Brasil: 105 anos em julho

Don Oleari Memória

Depois do registro que fiz na semana que passou sobre o compositor Evaldo Gouveia (Orós, sul do Ceará, 8 de agosto de 1928 / Fortaleza, 29 de maio de 2020 – foto abaixo com Jair Amorim, à esquerda), o amigo e parceiro José Coco Fontan colocou lá um comentário e em seguida me perguntou:

– Em Santa Leopoldina existe alguma homenagem ao Jair Amorim?

Panguei. Não soube responder. Pedi numa página do feissibuqui de Sta. Leo a alguém para me dizer algo, não tive resposta.

Entonces, por sugestão do Fontan, que conheceu Amorim durante o tempo em que comandou a Rádio Educadora de Afonso Cláudio, fundada por ele, José Coco Fontan, fazemos aqui uma homenagem ao grande compositor, jornalista, locutor Jair Amorim.

Fontan, um pesquisador e colecionador de primeira, celebrou o tema que escolhi, cantado pelo grande Miltinho, “Poema do Olhar”, que repriso no final, junto a dois outros temas, que, tenho certeza, muito ouvinte da nossa música popular, desconhecem ser de Jair Amorim.

Ele não compôs só temas dor de cotovelo, tipo grandes sucessos que emplacou com Anísio Silva, Agnaldo Raiol, Altermar Dutra, entroutros. Altemar gravou muitos temas de Amorim e Gouveia. Vejam os brindes no final da coluna, em pegadas moderninhas com Wilson Simonal e Dick Farney.

Descobri também uma homenagem feita pelo nosso competente Edu Henning, num programa exibido em 2 Novembro de 2018 na TV Gazeta.

O linki é esse aí: – https://globoplay.globo.com/v/7132926/

Jair Amorim – 105 anos em 18 de julho

Jair Pedrinha de Carvalho Amorim – Santa Leopoldina, Espírito Santo, 18 de julho de 1915 — São José dos Campos, 15 de outubro de 1993).

Compositor, jornalista e locutor de rádio, Jair Amorim começou sua carreira como jornalista no Diário da Manhã de Vitória (ES) aos quinze anos. Ainda no Espírito Santo, dirigiu e produziu programas para a Rádio Clube (futura Rádio Espírito Santo). Foi também letrista de blocos carnavalescos.

Em 1941 mudou-se pro Rio de Janeiro. Foi cronista das revistas “Carioca” e “Vamos Ler”, locutor da Rádio Clube do Brasil, mais tarde Rádio Mundial, quando conheceu o compositor José Maria de Abreu.

É desse período a letra em português para a música “Maria Elena”, do mexicano Lorenzo Barcelata.

Tornou-se parceiro de José Maria de Abreu (à esquerda), com quem compôs “Bem Sei” (1942), “Um cantinho e você” (1948), “Ponto final” (1949) e “Alguém como tu” (1952) – ouça no final da coluna.

Em 1942, tornou-se locutor da Rádio Nacional, indo mais tarde trabalhar na Rádio Mayrink Veiga (1948). Em 1956, compôs com o sambista Dunga o samba-canção “Conceição”, um dos principais sucessos do cantor Cauby Peixoto.

Em 1958, conheceu Evaldo Gouveia, que se tornaria seu principal parceiro. Com ele compôs inúmeros samba-canções, vários registrados como se fossem boleros, muito à moda na época.

São deles “Alguém me disse”, grande sucesso de Anísio Silva (1956); “Conversa”, gravada por Alaíde Costa em 1959; “Brigas”, e “O Trovador”, sucessos de Altemar Dutra, que gravaria várias de suas músicas.

Samba da Portela
Em 1974, a escola de samba Portela ganhou o carnaval do Rio de Janeiro com o samba-enredo “O Mundo Melhor de Pixinguinha”, composição de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Wilson Simonal – Garota Moderna, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia

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