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tera, 22 de setembro de 2020

Uchôa de Mendonça: Cultura de Caranguejo

 

 

– “Avante! Siempre réto. No mires para traz!” Dizia minha avó Virgínia com toda sisudez espanhola, ressaltando, que quem anda olhando para traz tropeça em obstáculos.

Nós, brasileiros, possuímos a “cultura de caranguejo”, caminhamos, erroneamente nas direções que nossas pernas dão: para frente, para traz, para os lados, na direção que a força burra do pensamento político nos empurra.

Se olharmos para traz, pelo “retrovisor” da história, contrariando os princípios da minha avó, vamos nos deter nos fatos mais importantes da história política nacional, quando andamos firmemente para frente e tivemos um GRANDE desenvolvimento, embora ostentássemos uma penca e meia de empresas estatais e as obrigações fiscais e parafiscais que aí estão, mas com invejável desenvolvimento econômico e social, no período de 1964 a 1985, no chamado período do Movimento Militar, convocado pela sociedade, com medo da chegada do “socialismo caboclo” prometido por Leonel Brizola e outros, como Almino Afonso, Luiz Carlos Prestes e outros desocupados, a soldo de uma organização chamada de Internacional Socialista, com sede na Inglaterra e que até hoje é alimentada com doações empresariais cujo objetivo é SUSTENTAR o atraso da nação como Brasil, “repúblicas africanas”, muitas governadas por déspotas, ditadores crueis, como Ide Amim Dadá e outros patifes, como os irmãos Castro, os idiotas que governaram a Venezuela a partir de Hugo Chávez, o índio cocaleiro boliviano Evo Moráles, o novo escorregão para a esquerda da Argentina, por aí vai, até esbarrarmos na surpreendente eleição de Jair Messias Bolsonaro, quase morto num comício em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2017, sem que descobrissem, até ontem, a soldo de quem?

Só prometendo punir duramente quem roubasse recursos públicos no seu período de governo, colocando nas mãos do Exército um impressionante sistema de construção de obras públicas que nunca se imaginou, Bolsonaro é alvejado pelas forças políticas mais retrógradas nacionais, surgida após o término do chamado “regime militar”, onde o Brasil foi a nação que mais se desenvolveu no mundo.

Por que somos tão retrógrados, com nossa cultura de caranguejo, de caminhar erroneamente, aos vôos de galinha, sem nos atirarmos para frente, “siempre réto, avante”!

Com o “parlamento” que temos, uma “Suprema Corte” para nenhum país terceiro-mundistas botar defeito, com ministros sendo enxovalhado publicamente por onde andam, até no exterior, sem perder a pose de medíocres e, alguns, até devassos, assistimos os chamados “lideres” nacionais, que assaltaram o poder, serem acoimados de ladrões, assassinos, os maiores corruptos do mundo, haja visto as últimas delações do ex-ministro Antonio Palocci, preso com a “mão na massa” e delator premiado por dedurar os governantes mais corruptos da nossa História recente: Lula e Dilma mais seus 40 ladrões.

Essa corja maldita anda solta, tagarelando, acusando seus delatores que apresentam provas insofismáveis; o bloqueio de bens, de imensas fortunas no sistema bancário desonesto no exterior, as malas, rios de dinheiro atirados a esmo, em apartamentos sem moradores, as falcatruas de governantes ao “sabor” da pandemia do coronavirus. Santo Deus, que país de merda esse nosso Brasil de cultura de caranguejo.

Uchôa de Mendonça

é jornalista

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