Menu

tera, 24 de novembro de 2020

Aqui Rubens Pontes apresenta Hamilton Gangana: Caminhando pela Avenida Afonso Pena, em BH

O publicitário e jornalista Hamilton Gangana, mineiro do bairro Santa Teresa, empreende uma bela viagem pelo tempo da avenida Afonso Pena. E registra o desfile dos Reis da Bélgica há 100 anos pela histórica avenida de Belzonte, MG.

 

Aarâo Reis, engenheiro-chefe da Comissão Construtora da nova Capital para o

Estado de Minas Gerais, não poderia prever o futuro quando definiu, no

plano elaborado para a urbanização da futura capital mineira, o seu

impecável traçado de ruas e avenidas.

Seu relatório sobre a planta definitiva da futura cidade , aprovado pelo Decreto 817, de 15 de abril de 1895, evidenciava a preocupação de superar o sistema provinciano das nossas cidades históricas, como, por exemplo, Ouro Preto, Mariana, Diamantina, com suas vias públicas estreitas e curvas.

– “Foi organizada, a planta geral da futura cidade dispondo-se na parte central, no local do atual arraial, a área urbana, de 8.815.382 m², dividida emquarteirões de 120 m × 120 pelas ruas, largas e bem orientadas, que se cruzam em ângulos retos, e por algumas avenidas que as cortam em ângulos de 45°.

Às ruas fiz dar a largura de 20 metros, necessária para a conveniente arborização, a livre circulação dos veículos, o trafego dos carros e trabalhos da colocação e reparações das canalizações subterrâneas. Às avenidas fixei a largura de 35 metros, suficiente para dar-lhes a beleza e o conforto que deverão, de futuro, proporcionar à população (…).

Apesar dessa preocupação, com o correr do tempo, a partir de 1897, apenas dois anos decorridos, muitos bairros, vias e praças tiveram seus registros alterados.

A começar pela própria certidão de nascimento da futura capital, ela própria chamada, até o ano de 1901, Cidade de Minas.

A hoje conhecida Avenida do Contorno era nominada Avenida 17 de Dezembro. A Rua Belo Horisonte (com S) teve mudado o nome para Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia.

A visita do “Pai da Aviação” motivou a mudança da Rua do Comércio (foto à direita) para Avenida Santos Dumont, e a Rua Paraopeba do projeto inicial passou a ser Avenida Augusto de Lima.

O fato é que, tantas décadas percorridas as ruas da moderna Capital continuam apaixonando os orgulhosos filhos da terra que as cantam em prosa e verso, na rota para o trabalho ou percorrendo-as quando a noite avança, levando-os a um dos mil e oitocentos bares da cidade.

Melhor do que o colunista, porém, melhor do que ninguém, o publicitário e cronista Hamilton Gangana , um apaixonado pela cidade onde nasceu, nos fala disso com uma ternura que não o impede de jogar ácido nas falhas constatadas..

Rubens Pontes, jornalista
Capim Branco, MG.

Leiamos o que ele nos conta Hamilton Gangana.

Foto abaixo à direita: Avenida Afonso Pena nos anos 1960.

Caminhando pela avenida Afonso Pena

Hamilton Gangana, nascido em Santa Tereza 

Até o início dos anos 70, era um charme caminhar ao longo da avenida Afonso Pena, que exibia aquele belo cartão postal de uma jovem e
exuberante cidade-jardim, a nossa Belo Horizonte.

Com o trânsito ainda bem controlado e um nível avançado de progresso: prédios arrojados, comércio diversificado, lojas atraentes, com amplas e bem cuidadas vitrines; vários cinemas, cafés e leiterias, hotéis, empresas de ponta, os bancos, consultórios e também muita gente bonita e elegante transitando pra lá e pra cá. Infelizmente, a nossa elogiada Afonso Pena não representa nem a sombra do que foi. Ficou simplesmente horrorosa, triste e árida, poluída, suja, e mal cuidada. Uma feiura de dar dó.

Hoje, nossa avenida de referência, no centro, é um corredor de carros particulares e coletivos, todos apressados e barulhentos, tentando alcançar os sinais de trânsito da onda verde. Uns gatos-pingados pelos passeios. Andanças de desocupados, e vendedores de quinquilharias mal encarados, por todo lado.

Lembro-me que, ainda nos bons tempos, estacionei o meu fusquinha 66, cor azul-calcinha (foto), placa 2-9682, na maior tranquilidade, em frente à Secretaria de Agricultura, na praça Rio Branco, numa tarde de brisa suave e saí caminhando.

O rádio tocava uma intrigante novidade: o “Samba de uma nota só” de Jobim, com voz e violão de um tal João Gilberto.

Olhei ao redor e vi a torre da PRI3, Rádio Inconfidência, na Feira de Amostras, a matriz da Drogaria Araujo, a loja A Brochado & Cia, o Armazém do Grilo e aquela  placa luminosa no alto do prédio sede da Minas-Brasil Seguros.

Continuei andando por debaixo de árvores generosas, entre vistosos e grandes carros de aluguel, tentando evitar os inevitáveis Amintinhas, ouvindo a algazarra dos pardais, dos camelôs e as vozes repetitivas de cambistas, gritando ao mesmo tempo: olha o “Macaco”, olha a “Cobra”!

“Vaca, Galo e Porco”! Olha o “Viado”! Passa um boneco tipo “perna de pau”, roupas largas de chita barata e megafone, a serviço promocional de A Cristaleira e Casa Isnard. Uma cigana bonita, cabelos lisos, cheia de anéis
e argolas, faz sinal, pede para ler a minha mão e “tirar a sorte”.

E vão surgindo, na minha memória, alguns apelos e frases conhecidas de reclames divulgados pelo rádio:

– “De dia e de noite, siga direto, Drogaria Araujo” (foto à direita).

– “Quem bate?
– É o friiiio. Não adianta bater/ Nas Casas Pernambucanas”…

– “Guanabara. Com um cartão de crédito, veste-se toda a família”;

– “Sortes grandes? Campeão da Avenida”;

– “Se bem não escreveu, não foi Abreu quem vendeu”;

– “O Abdala é fogo na roupa…

-”Duas gotas/Dois minutos/Dois olhos claros e bonitos!”.

– “Casa do Rádio – a que mais vende televisão”;

– ”Sobrado dos Calçados – mais economia em cada degrau”;

– “Banco Financial da Produção – paga mais juros e oferece mais garantias”…

– “Você ainda era criança e Giácomo já vendia e pagava sortes grandes”.

– Vidros para sua casa, com perfeição e arte? Vidrarte.

– Use e abuse dos Caramelos Buse.

– Tosse, bronquite, rouquidão? Xarope São João.

– Se a criança acordou/ dorme, dorme, menina/Tudo calmo ficou/…Mamãe tem Auriscedina…

– TV Itacolomi, sempre na liderança/Canal 4, Belo Horizonte/Minas Gerais.

Passa um ônibus Avenida, azulão, que só transportava passageiros naquela única via, da praça da Rodoviária até às grimpas da praça Milton Campos.
Comentava-se que o nosso arcebispo teria reservado uma área, lá no alto da avenida, para construir a sonhada Catedral metropolitana.
Verdade é que o vai e vem constante era prova de que tudo acontecia na Afonso Pena, que “era o principal lugar pra gente ir”, como prega
um dos versos do inspirado samba “Bela Belô”, homenagem do compositor mineiro Gervásio Horta.

Continuei caminhando, passei pela Mesbla, Pernambucanas, Calçados Leila, Casa Gaúcha, Sobrado dos Calçados, Cine Arte-Avenida, O Rei do Sanduiche, Associação Comercial; Drogaria Vidigal, Casa do Rádio, Sapataria Americana no edifício Theodoro, esquina com Tupinambás, onde faziam ponto garçons e músicos, para receber e negociar indicações de trabalho, não por acaso bem pertinho de uma dose da pura e do inigualável Caol, o famoso PF , formado com as iniciais de Cachaça, Arroz, Ovo e Lingüiça – ideia do Café Palhares, batizada pelo compositor Rômulo Paes.

Revi as lojas Hudersfield, Adriática, Camisaria Epson, Casa Para Todos, A Nacional Magazin, o discreto edifício Mariana, onde funcinou o restaurante Redondo, cujo balcão girava suavemente.

Casa Falci, sapataria A Balalaica, Ótica e Relojoaria Luiz De Marco, Casa Titan, Lanches Odeon, Bar Polo Norte e Bar Simões quase emparedados, e a Casa Mexicana, expondo à entrada, esporas, arreios, botas, chicotes para animais e ferramentas para fazendeiros, junto às atraentes portas do Hotel e Banco Financial; o zum-zum do Cinédia, café, bar e leiteria frequentado por torcedores entendidos de futebol, cujo espaço acabou cedido para Tapeçaria Marcelo; Copacabana Tecidos, Casa Abreu, Camisaria Três Américas, Banco do Progresso, Campeão da Avenida, Café Rochinha, Praça Sete Calçados, no mesmo ponto da Joalheria Theodomiro Cruz; edifício sede do Banco da Lavoura, Café Pérola, o prédio cinza, em curva, do enorme Cine Theatro Brasil (à esquerda), com suas rampas laterais de entrada, bares e o restaurante popular Bandejão, no subsolo.

O Brasil Palace Hotel (segunda foto à direita), Banco Mineiro da Produção, que virou Bemge (foto abaixo, à esquerda), o estiloso Banco Hipotecário e Agrícola ( foto ao centro), a Livraria e Papelaria Rex, irmã da Sapataria Bristol.

Uma multidão de pedestres, indo e vindo, a lembrança dois dois abrigos de passageiros dos bondes, que circulavam em rotatória no pirulito da Praça Sete, palco de grandes manifestações populares, comícios, passeatas e protestos de grevistas e também de muitos carnavais.

Um homem carrancudo, de terno, sobe numa escada portátil e escreve, alternando giz branco e colorido, as manchetes principais do jornal Estado de Minas, sobre o vidro de um quadro, preso no alto do poste.

Muitas pessoas, atentas, acompanham o trabalho. Outras, ouvem “a palavra de Deus” de um pregador solitário da Bíblia Sagrada. E os meninos, com suas cadeiras de trabalho, postadas debaixo das árvores, ao redor da praça, chamam os fregueses: – Vai uma graxa aí, doutor?

Logo à frente, o Cine Glória – bem junto, numa pequena vitrine, o sempre sorridente vendedor, de cabecinha branca, fala alto e propositalmente arrastado:

– “Rrrequeijão e doccccce de leiiite”! A Livraria Oscar Nicolai, Campeão da Avenida, Casa Guri, e aquele cheiro forte do Café Nice – onde os políticos apareciam, em campanha, para tomar café, nas vésperas de eleição. Leia a legenda da foto do Café Nice, abaixo à esquerda.

Loja de móveis e elétricos Bemoreira – no andar de cima do prédio, havia um grande salão de sinuca e a sede da Central dos Estudantes; o Banco Moreira Salles, que virou Fundação. A Hamilton, de roupas masculinas ; a imponente Casa Guanabara, o maior magasin de BH, que ocupava um prédio próprio, de 9 pavimentos – com uma loja em cada andar.

Suas espaçosas vitrines, chamavam atenção e se estendiam até dobrar a esquina da Espírito Santo e chegar ao limite do então cinquentenário Empório, restaurante e bar Tip-Top, da estrangeira dona Paula; chego ao majestoso, mais alto e moderno edifício Acaiaca (à direita), que abriga várias empresas de serviços, consultórios médicos, escritórios de advogados e contabilistas, com seis elevadores de última geração, uma espaçosa área de circulação e o clássico cine Acaiaca ao fundo.

No mesmo prédio, a Real Aerovias, A Sibéria, fina loja de moda feminina que provocava filas imensas na sua liquidação anual; a boite Acaiaca, na sobreloja e a sóbria bombonière Copenhagen na esquina de rua Tamoios. No alto do Acaiaca, os estúdios da pioneira TV Itacolomi, que ocupavam o 23 e 24 andares e ostentavam curiosas antenas, bem em frente à matriz de São José.

No velho prédio de esquina com Espírito Santo, chamado de Castelinho, Chapéus Prada, em seguida a Ramenzoni, lojas de rua do edifício Guimarães; as sapatarias Scatamachia e Calçados Clark, Joalheria Kiva, Ao Preço Fixo, Ótica Manchester, Relojoaria Tompa; a elegante e atrativa casa de artigos femininos Sloper, em cujos passeios, jovens estudantes e galanteadores faziam footing, desde a tardinha; a Ótica Rochester, Café Galo, A Porcelana, Ótica Odair e loja A Infantil.

Na esquina com rua da Bahia, o acanhado edifício Arthur Haas e, logo adiante, loja Gomes, de discos 78 e Lps; Restaurante Giovani, Copiadora Brasileira, Loja do Dia, prédios da Cia. Força e Luz, Cia.Telefônica, Prefeitura Municipal, dos Correios e Telégrafos e da Secretaria Federal de Fazenda. Na esquina com Álvares Cabral, o requintado Automóvel Clube (à direita), que reunia a chamada classe alta.

O Tribunal de Justiça, a Escola de Música, marcante construção de 1927, hoje Conservatório UFMG (foto da direita). Exatamente em frente, espaço de uma instituição respeitável: o Palácio das Artes (ao centro), futuro centro de múltiplos e selecionados espetáculos, cujo projeto original era do Teatro Municipal, com assinatura do mestre Niemayer, mas foi muito alterado e seu nome excluído.

Escondido por galhos de árvores, no Parque Municipal Américo Gianetti, o Teatro Francisco Nunes, batizado Teatro de Emergência, enquanto BH aguardava, com paciência, a abertura do Palácio das Artes. Na esquina com rua da Bahia, outra invasão no Parque: o aberto e arejado abrigo de bondes Santa Tereza, com floricultura, loja de frutas, boteco de café, balas e biscoitos e um japonês que fritava pequenos pastéis de carne e queijo, verdadeira tentação.

O local foi transformado em centro de apoio da Belotur. Foi ali, no passeio do Parque, que começou a funcionar uma Feirinha, que se transformou na concorrida Feira de Artesanato, aos domingos, uma grande atração de BH (à direita).

Por algum tempo, fiquei matutando em frente às torres gêmeas SulAmérica e SulAcap – comercial e residencial – erguidas em espaço nobre da avenida.

Ali existiu um belo prédio ocupado pelos Correios e Telégrafos (imagem de 1910), construído no início do século passado, com quase tudo importado, e que foi destruído em nome da modernidade. Um crime sem tamanho.

Na nova edificação, um discreto jardim à entrada, a passagem de ventilação, com escadaria e vista para o viaduto Santa Tereza; algumas lojas de serviço e a Alfaiataria Diniz & Verona.

Na esquina com Tamoios, a Casa Levy, na outra ponta, com rua da Bahia, o Bazar Americano, que trouxe novidades, como seis liquidificadores, todos ligados, produzindo sucos e vitaminas de frutas.

O sanduiche americano, com pão de forma, na chapa quente. Para acompanhar, o copão espumante de milk-sheick . Uma glória. Na frente, o fervilhante cruzamento com a rua da Bahia, a esquina do Bar do Ponto (à esquerda), depois Hotel Othon e muitas opções para fregueses de fino trato.

No Edifício Arthur Haas, a Sapataria Avenida; Balas Suiça, jornal Folha de Minas, Casa Giácomo (esquina de Afonso Pena com Bahia), Charutaria Flor de Minas, Batidas do Pisca, Papelaria Oliveira & Costa; Casa da Lente, Livraria Itatiaia e os bem recomendados bares Estrela, Elite e Trianon – este, reduto da refinada torcida do América (à direita), deca campeão, e também de escritores, jornalistas, políticos, artistas, poetas e intelectuais.

Uma área de consumo e bom nível. E olha quem eu encontro por ali, assim de supetão: os compositores Celso Garcia, Gervásio Horta e Rômulo Paes, os três, uma alegria só, comemorando: Garcia emplacou o samba “Foi pra Santa Tereza, que aquela beleza/o bonde pegou”…
Gervásio, que ainda tinha cabelos, e o compadre Rômulo – como sempre “internado” – terno, camisa branca e gravata escura – amendoins no bolso, gestos finos e um sorriso preso entre os dentes – todos bastante felizes. O compadre Rômulo fala que “ficou uma beleza” a gravação da marchinha que promete estourar no próximo carnaval.

E cantam:
– “Êêê Maria/Tá na hora de ir pra rua da Bahia/ As águas já rolaram, na rua da Bahia, mais do que em Três Marias/ Ô,ô,ô”…

Reis da Bélgica desfilaram pela avenida Afonso Pena

O presidente da República Epitácio Pessoa (1865-1942) e o presidente de Minas Gerais Arthur Bernardes (1875-1955), recepcionaram os reis da Bélgica, o casal Alberto e Elisabeth, na primeira viagem de um monarca europeu ao Brasil, no dia 2 de outubro de 1920, 100 anos atrás.”

A viagem teve como consequência uma estreita aproximação entre a Bélgica e o Brasil, e o principal fruto foi a criação da Companhia Belgo Mineira, em 1921.” Belo Horizonte tinha apenas 23 anos, ainda incompletos. Os monarcas ficaram hospedados no Palácio da Liberdade, que foi reformado e ganhou nova decoração, para recebê-los. A praça da Liberdade também foi remodelada e preserva o mesmo estilo até hoje.

O escritor Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), na época com 17 anos, registrou aquele momento no poema A visita do rei:

Vejo o rei passar na avenida Afonso Pena/

onde só passam dia e noite, mês a mês e ano, burocratas, estudantes, pés-rapados/

Primeiro rei entre renques de fícus e aplausos/

primeiro rei (verei outros?) na minha vida./

Não tem coroa de rei, barbas formidáveis/

de rei, armadura de rei, resplandescente ao sol da Serra do Curral/

É um senhor alto, formal, de meia-idade/metido em uniforme belga/

ao lado de outro senhor de pince-nez/

que conheço de retrato: o presidente do estado/

Não vem na carruagem de ouro e rubis das estampas/

Vem no carro da Daumont de dois cocheiros/

e quatro cavalinhos mineiros bem tratados”.

Fonte: Jornal Estado de Minas, caderno Gerais, página 15, edição de 2/10/2020, matéria sob título “Passado real com pé no futuro”.

Conversamos bastante, falamos de mulheres, do carnaval, futebol, rimos com piadinhas, enquanto algumas geladas eram sorvidas: três porções de filé à palito, azeitonas, duas de queijo parmesão cortadinho, com orégano e azeite, e todos de pé, paletó e gravata, no balcão de madeira com tampo de mármore do Trianon.

Vem a conta: muitas doses, traçados, meia dúzia de Antarctica casco-escuro, e a saideira, pra fechar a comanda. Um papo muito descontraído.

Voltei pra casa feliz, realizado, com a conversa “em  dia”, cabeça  boa…

Mas, ficou  uma  dúvida, na saída:   subir  Bahia  ou  descer  Floresta?

Acabei, seguindo o conselho do “reclame” da drogaria Araujo e segui direto pela Afonso Pena para pegar o meu fusca cor calcinha azul.

Hamilton Gangana, publicitário, jornalista

Nascido em Santa Tereza, BH/MG (foto à direita).

 

 

 

Comentários