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Aqui Rubens Pontes: Meus poemas de sábado / Poema para o Natal, de José de Anchieta

 

Júlio Dantas (foto), um dos mais lidos poetas da língua portuguesa, sentenciou sobre José de Anchieta::

– “Pedi um milagre de poesia, de bondade e de amor”.

Comemorado o Natal, também por nós, o Portal Don Oleari e o colunista voltam a se solidarizar com os cristãos e com os homens de boa vontade que se renderam à fé, lembrando que a palavra de Cristo foi universalizada pelos atos dos Apóstolos e pela palavra evangelizadora de seus seguidores.

Em terras capixabas, o jesuíta José de Anchieta foi uma dessas figuras, com sua marcante atuação junto aos índios que ocupavam os espaços territoriais ainda impenetrados pelos descobridores portugueses.

Espanhol de nascimento (Ilha de Tenerife, 1534) José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553 na comitiva de Duarte da Costa, desembarcando no litoral paulista.

Mais tarde, com outro jesuíta, Manoel da Nóbrega, subiria a serra e plantaria os alicerces da futura cidade de São Paulo.

A grande missão de José de Anchieta seria no entanto efetivada no Espírito Santo. – Porto Benevente, 1874. Imagem da saiti Morro do Moreno, abaixo à direita – http://www.morrodomoreno.com.br/materias/novas-vilas-do-es-em-meados-do-seculo-xviii.html

Fixou-se no ano de 1561 na aldeia jesuítica de Rerigtiba, depois Vila Nova de Benevente e, finalmente, em 1887, a atual cidade de Anchieta, dedicando-se literalmente de corpo e alma ao esforço de levar aos índios isolados em suas tabas o evangelho de Jesus Cristo.

O Portal Don Oleari se detém, paralelamente a esse lado da vida de José de Anchieta, à visão do primeiro dramaturgo, do primeiro gramático e do primeiro poeta a exercitar inteligência criativa no Espírito Santo.

Escreveu seus textos em quatro línguas, português, castelhano, latim e tupi.

Seu mais famoso poema, “De Beata Virgine Dei Madre Marie” (” Poema à Virgem”) contém 4172 versos, originalmente escritos nas areias da praia e memorizados por José de Anchieta.

O poema “De Gestis Mendi Saa” – ‘Os feitos de Mem de Sá’ – é considerado o primeiro poema épico da América, e apontado como o primeiro poema brasileiro impresso.

Entre peças de teatro, prosa e poesia, ,sua “Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil’ foi um marco para a evolução do idioma na Colônia do seu tempo.

O poema selecionado para esses últimos dias do ano é do santo José de Anchieta – o Santo Padroeiro do Brasil, canonizado em 2014 pelo Papa Francisco, depois de ter sido beatificado, em 1980, pelo Papa João Paulo II.

Leiamos o POEMA PARA O NATAL

Rubens Pontes, jornalista
Capim Branco, MG

POEMA PARA O NATAL

José de Anchieta

“Ó NOITE, NA QUAL A ESCURIDÃO SOMBRIA É REPELIDA,
E A SUA COR É RETIRADA DAS COISAS NESSE IMENSO MUNDO,
NOITE EM QUE DEUS SE ELEVA
REVOLVIDO EM UM CORPO DE
CRIANÇA, ELE QUE A ARCA DA
VIRGEM RESGUARDOU POR NOVE
MESES! Ó FELIZ VIRGEM, ROGO-
LHE AQUELA GRANDE ALEGRIA
QUE, SILENCIANDO-SE A NOITE,
TOCOU O FUNDO DO TEU
CORAÇÃO, QUANDO ANTE O TEU
OLHAR REPOUSOU O PEQUENINO
BEBÊ, AQUELE QUE EMANOU DO
VERBO DO PAI, PERANTE A NOVA
ESTRELA DA MANHÃ.”

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham