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Aqui Rubens Pontes: Meus poemas de sábado – Procuro uma alegria, de Carlos Drummond de Andrade

 

Dezembro é um mês mágico.

No correr dos 31 dias do antigo Decem, 10º mês do Calendário Romano, que começava em março, ao 12º mês do Calendário Gregoriano, estabelecido pelo Papa Gregório, na bula inter gravíssima do dia 24 de fevereiro de 1582, em um e em outro o Sol atinge o ponto mais ao sul de sua trajetória, marcando o solstício de inverno no Hemisfério Norte e o solstício de verão no Hemisfério Sul.

O último mês do ano no Brasil é marcado, e só ele, com um único feriado, dia 25. Universalmente se comemoram em 1º de dezembro:

– o Dia Mundial de Combate à AIDES (perigosamente alheado pela pandemia do Corona vírus);

– o Dia da Imaculada Conceição (8), também o Dia da Família;

– Dia Internacional dos Direitos Humanos (10);

– Dia do Solstício de Verão/Inverno (21)

– Natal (25) e Ano Novo (31), com o Réveillon (despertar ou retornar).

E faz lembrar o Poderoso Chefão:

– Somente, e naturalmente entre nós, comemora-se em 2 de dezembro, com pompa e circunstância, O DIA DO SAMBA.

Personalidades importantes ligadas à História brasileira nasceram em dezembro, entre eles a filha única de Dom Pedro com sua segunda mulher, a francesa Amélia de Beauharnais (1 de dezembro de 1831), que não se perca pelo nome, a “Princesa Flor” Maria Amélia Augusta Eugênia Josefina Luísa Teodolina Heloisa Francisca Xavier de Paula Gabriela Rafaela Gonzaga.

Também nasceram em dezembro Oscar Niemeyer e Rita Lee, e em contra-ponto morreram Ferreira Gullar, Marilia Pera, Eva Todor, Miucha, Cássia Eller, Chico Mendes.

Dezembro é o mês 12 do nosso Calendário. O Portal Don Oleari pesquisou mas não concluiu se esse número é cabalístico ou mera coincidência:

– foram 12 os apóstolos de Cristo, 12 os deuses gregos, 12 os signos do zodíaco chinês, 12 horas para o dia e 12 horas para a noite.

Mas é neste mês de dezembro que a humanidade começa a ver alguma luz que a ciência está acendendo com a vacina capaz de debelar a maior endemia registrada na história da humanidade.

Que seja este o milagre capaz de reviver com fé no coração embrutecido do homem moderno o milagre maior que foi o nascimento de Jesus.

No Poema desta semana Carlos Drummond de Andrade, como todos nós, confessa: PROCURO UMA ALEGRIA.

Rubens Pontes, jornalista
Capim Branco, MG

 

PROCURO UMA ALEGRIA

Carlos Drummond de Andrade

Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
– flor do cotidiano –
é vôo de um pássaro
é uma canção.

Uma vez mais se constrói
a aérea casa da esperança
nela reluzem alfaias
de sonho e de amor: aliança.

Fazer da areia, terra e água uma canção
Depois, moldar de vento a flauta
que há de espalhar esta canção
Por fim tecer de amor lábios e dedos
que a flauta animarão
E a flauta, sem nada mais que puro som
envolverá o sonho da canção
por todo o sempre, neste mundo.
Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.

Carlos Drummond de Andrade

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham